sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Sobrevivencialismo Psicológico: Criando seu código Pessoal, como deve ser

A série "O Mandaloriano" do serviço streaming Disney nos trouxe um personagem que cresceu e foi ensinado dentro de regras rígidas por um grupo de caçadores de recompensas. porém conforme acompanhamos a sua jornada vemos que ele se depara com questões morais de diversos tipos que o obrigam a tomar decisões pessoais que o afastam das regras que aprendeu a obedecer.   
 
Questionamentos, decisões, escolhas, nesta matéria veremos analisando o personagem Mando até onde regras são importantes, e quando elas podem de fato estar atrapalhando a nossa evolução como indivíduo nos afastando de nossas verdadeiras responsabilidades para nossa auto-desenvolvimento. Cuidado está matéria contém Spoilers!

      

       

Código pessoal ou coletivo?

O personagem caçador de recompensas teve uma origem trágica, ainda criança Din Djarin viu seus pais sendo mortos junto com seu povo pelo exército do Império. Foi salvo pelo grupo Mandaloriano e levado para viver com eles, sendo criado de acordo com sua doutrina, sendo chamado na série pelos demais personagens de Mandaloriano, ou Mando.

Os Mandalorianos não são uma raça, mas um clã de caçadores de recompensas que seguem regras de disciplinares rígidas: como nunca mostrar o seu rosto e nunca deixar o inimigo tirar o seu capacete, e sempre aperfeiçoar a sua armadura. Trabalhando junto a guilda de caçadores de recompensa ao receber e aceitar um contrato ele deve ser cumprido sem qualquer questionamento.  

O Mandaloriano é de poucas  e um excelente combatente é inicialmente passa a impressão de ser um indivíduo de personalidade muito rígida. O que seria compreensível depois do trauma na infância e a educação dura do povo mandaloriano, porém como vemos a cada episódio da série não é bem assim.

No primeiro episódio vemos que Mando recebe uma missão: levar um "pacote" a um contratante, só que ele descobre que esse pacote é um bebê. Ao conhecer o bebê Grogu, que pertence a mesma raça do Mestre Yoda da cine série Star Wars, ele se afeiçoa a criança e desenvolve um ligação, além de Grogu ser um enjeitado como ele, têm um dom especial salvando inclusive a sua vida em um combate com uma fera no segundo episódio.

O Mandaloriano mesmo assim, inicialmente cumpre o contrato e entrega o pequeno para o cliente que ele descobre pertencer a um grupo  de resistência do Império, os vilões derrotados do filme "Star wars: O retorno de Jedi". Contudo ele tem uma crise de consciência percebe que esse não é o tipo de vida que ele queria, volta atrás e resgata o bebê. Devido ao dom da força, poder cósmico que o bebê possuí, o império manda diversos caçadores e soldados atrás da criança e para salvá-la o mandaloriano se vê obrigado a quebrar mais regras do seu clã a cada episódio. Inclusive a regra máxima que é não mostrar seu rosto à ninguém.

E o que isso nos diz? Regras podem ser importantes como um guia, porém acima disso devemos sempre buscar fortalecer nossa bússola moral. Muitas pessoas às vezes se filiam a grupos religiosos, políticos em busca de um  sentido para a vida, porém acabam perdidas, se sentindo vazias, uma vez que não somos seres coletivos como abelhas ou formigas. Todos temos potencias a ser desenvolvidas, únicas, e quando nos impomos regras rígidas sem questionamento acima de nossa avaliação pessoal represamos nosso verdadeiro potencial, se tornando apenas mais um no grupo.

O personagem ao aprender a questionar e contornar as  regras estabelecidas do clã mandaloriano ele se tornou ao fim da jornada na segunda temporada um guerreiro muito maior do que ele era no início, de caçador de recompensa passa à herói. Então podemos e devemos buscar orientações, conhecimento, filosofias para nossas vidas, mas no final se quisermos atingir a nossa plenitude e  autoconhecimento devemos aprender observar, avaliar, e questionar e no final equilibrar com nosso senso moral a cada situação. Nunca devemos renegar nossa capacidade de escolha em nossa jornada, a vida é curta, temos que viver a nossa aventura pessoal o melhor e o mais aproveitável possível, e ajudarmos quem realmente precisa que apareça em nosso caminho, assim como o Mandaloriano fez com o bebê Grogu. Como deve ser.




Obras indicadas: 

Livros:

 


 
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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos


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