quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Pornografia e o relacionamento humano

   
Hoje com a internet temos acesso a todo tipo de conteúdo facilmente apenas com um clique, e assim quando buscamos descontração existem milhares de opções:  músicas, games, canais Streaming, e ... pornografia. A pornografia representa a via  de maior acesso virtual, afinal basta abrir um site e escolher  quais as lindas mulheres que você quer, quantas em ação em cena, e qual o tipo  fantasia sexual quer assistir. O que inicialmente pode ser uma diversão inocente para aliviar a tensão sexual pode trazer graves transtornos fugindo do controle do indivíduo.  Nesta postagem vamos entender como funciona o cérebro diante da pornografia virtual e qual consequências pode trazer para  o punhet...  usuário.



Sexo sintético


A pornografia é prejudicial? Depende, se for por curiosidade voyeur ou um caso esporádico não, mas quando ela é focada para "substituir" a relação humana normal pode trazer consequências muito sérias. Ela pode desenvolver desinteresse progressivo em relacionamento normais, pela facilidade e rapidez que a pornografia possui de dar prazer e alivio, e ainda gasto econômico é quase zero já que vai economizar com jantar, presentes e motel.  Contudo estes benefícios resultam em consequências nada prazerosas. O grande perigo está no fato da linha entre uma satisfação esporádica e um vício é tênue quando se fala da pornografia devido o sistema de recompensa do cérebro como falamos. 

Quanto mais nosso cérebro libera neurotransmissores dopaminérgicos que são responsáveis pelo prazer, mais queremos. E com isso não é difícil o usuário mergulhar no mundo porno virtual várias horas por dia, como um viciado em crack (depois das drogas, o sexo é o maior responsável pela produção de hormônio de prazer em nossos cérebros). E é fato que logo após um tempo o cérebro se acostuma com a auto-estimulação e para sentir prazer vai exigir mais e mais estimulação, surgindo a necessidade de assistir a filmes mais e mais radicais e ousados para atingir o mesmo nível de prazer que sentia antes com filmes eróticos mais convencionais. E pior ainda, começa a afetar o desempenho sexual real, muitos pacientes que sofrem de ejaculação precoce desenvolveram esta disfunção em muitos casos devido a auto-gratificação,  uma vez que circuitos de recompensa do cérebro não aceitam mais esperar muito tempo pelo gozo, precisam da satisfação imediata, para liberar os neurotransmissores do prazer no cérebro. 


Possibilidade de escolha de perfil de lindas modelos, imediatismo, e satisfação de fantasias diferentes lçevam várias pessoas a irem substituindo pouco a pouco o relacionamento real pelo prazer virtual.


Então quando ele vê a mulher nua de verdade a sua frente ele não consegue se segurar diante de estímulos como o contato físico. Em muitos casos chegam aos consultórios diversos homens até mesmo com disfunção erétil, justamente por esse condicionamento conseguem ter ereção apenas diante da tela onde o cérebro identifica a pornografia virtual a unica forma de acionar o sistema de recompensa neuronal. Assim a ereção fica atrelada psicologicamente a experiência de assistir á vídeos e a masturbação, causando desajuste na prática real. Assim um dos problemas centrais apontados por profissionais  é justamente que a pornografia condiciona o ser humano, principalmente os mais jovens a uma dinâmica sexual da forma errada com parceiro real, e isso pode levar a uma frustração do prazer real, já que o sexo é diferente do que se passa nos filmes. 




Modernidade Líquida

Mas por que isso? Nossa mente funciona como um computador alimentado com constante linha de programação, e estas linhas de programação seriam os caminhos neuronais que criamos com nossas experiências em nossa vida diária. E conseguimos criar inclusive nossa autoproclamação, desenvolvendo novos hábitos, e consequentemente novas habilidades.  A pornografia como qualquer coisa que seja utilizada para substituir a nossa interação com  a realidade pode sim prejudicar e muito.  O filósofo e sociólogo polonês
Zygmunt Bauman já nos alertava sobre os problemas com o  surgimento da modernidade líquida, onde devido os avanços tecnossociais tudo é volátil, as relações humanas não são mais tangíveis. Em relação a pornografia antigamente a pessoa teria que passar pelo constrangimento de comprar o material pornográfica em uma banca de jornal, de repente até ser avistado por algum conhecido no momento da compra, o que fazia a pessoa pesar a dificuldade e o risco, hoje com a internet trouxe anonimato, segurança, e rapidez na obtenção desse material, tirando o contexto da reprobabilidade social e culpa  dessa via de escape de prazer, e com isso se torna um substituto sem risco, barato e rápido de uma relação real.



Antigamente exite o constrangimento de ter que ir a uma banca de jornal para buscar a pornografia, hoje a internet trás sigilo, segurança, e rapidez na obtenção do material. 


Depois com o avanço tecnológico e o advento de novos formatos como DVDs a pornografia foi ganhando mais espaço, até finalmente explodir na internet. 
 



Todo tipo de filmes, modelos e fantasias sexuais diversas na velocidade de um clique.


Agora com o anonimato virtual, acabou qualquer constrangimento e o acesso a todo momento é possível, com uma galeria interminável de lindas atrizes se submetendo a todo tipo de prática sexual, saciando as fantasias mais loucas. 


O mercado da pornografia virtual é  imensamente lucrativo que mais cresce no mundo.


Conclusão

A internet revolucionou o nosso mundo sem duvida, mas devemos tomar cuidado para que não nos afaste do contato real com outras pessoas. Em relação a pornografia virtual ela tende a direcionarmos ao isolamento, e perdemos o interesse de nos arriscar a conhecer pessoas reais. O prazer imediatista que a internet nos proporciona tem que ser avaliado com cautela, ou pode se tornar a nossa prisão.  






Hoje existem uma infinidade de produtos  em todos os formatos e  diversos temas no mundo virtual.

Dúvidas? Sugestões? Deixem nos comentários. E nos ajude a lutar por uma internet livre onde possamos aprender e compartilhar conhecimento, sem restrição. 

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

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