sexta-feira, 31 de julho de 2020

Autodefesa: Seguindo os passos de Bruce Lee


Sem dúvida o astro Bruce Lee é um ícone da cultura pop, marcou o cinema nos anos 70 com seus filmes de artes marciais. Porém para a autodefesa o seu legado foi bem maior. Ele queria que as pessoas se libertassem dos paradigmas e  misticismo das artes marciais tradicionais e seguissem seus próprio caminho, desenvolvendo sua mente e seu corpo de forma independente, se tornando um mestre do seu próprio estilo

Nesta matéria vamos abordar a filosofia poderosa de autodefesa que Bruce Lee deixou deixar para o mundo mas poucos entenderam.


Esqueça o antigo, se expresse com honestidade

 
Bruce Lee desenvolveu a filosofia combativa o Jet Kune Do, (Chinês: 截拳道 Cantonês: Jitkyùndou Pinyin: Jiéquándào, lit. "O modo de se interceptar o punho"), como ele mesmo dizia é um nome que ele criou só para poder se referir a sua filosofia, pois ele não queria sistematizar ou criar nada, queria que cada um entendesse o que de fato é defesa pessoal e procurasse aquilo que valorizasse e desenvolvesse o seu perfil, uma vez que cada pessoa possui qualidades e limitações. Bruce Lee mesmo disse para um de seus alunos que perguntou como poderia ser como ele, que ele era míope, e já tinha sido muito franzino em sua juventude. Ou seja ele buscou formas que poderiam contornar suas limitações e desenvolver seus potenciais, musculação e diversas formas de luta, sem se importar em conseguir faixas pretas, mas apenas em ficar forte. Em sua filosofia ele propunha se você é gordo, magro, baixo ou possuí alguma limitação ou deficiência sempre deve buscar desenvolver sua própria autodefesa.
 
Bruce não teve como ser uma pessoa iludida em relação a violência urbana, pois desde cedo esteve em contato com ela, em confusões e brigas, então ele sempre soube na prática o que funciona e o que não funciona, apenas fantasia. Estudou diversos sistemas e aproveitou o que acreditava ser útil para montar seu sistema. Ele em sua filosofia sempre apontava os problemas das artes tradicionais, que se perderam no tempo, se preocupando com movimentos elaborados e bonitos e poucos funcionais. Ele apontou ainda a fragilidade de se prender a sistemas e títulos repetindo erros e se limitando o seu autodesenvolvimento. Se você é de tal sistema deve socar e chutar assim, se é de outro deve socar ou chutar de outra forma. Falando sobre isso Bruce disse uma vez o quanto isso é ridículo, pois se ainda se existisse um homem com seis braços e pernas poderia se criar novas formas de socar e chutar fora isso fisiologicamente e anatomicamente não muda nada, e ele ainda dizia: Ter mais medo de uma pessoa que treina um único golpe mil vezes do que alguém que treina mil formas diferentes de golpear.



Devido a sua ideia de mesclar sistemas de combates,alguns chegam a aponta-lo como o percursor da ideia das artes marciais mescladas (MMA), mas as contribuições de Bruce vão muito além disso. Ele queria trazer realidade e verdade para os praticantes de artes marciais, tanto que ele dizia que após ler o seu livro melhor coisa era joga-lo fora e esquece-lo, ou seja entenda a ideia e siga seu próprio caminho. Não seja enganado, e conduzido eternamente pelos "Mestres" que querem te controlar, como um tipo de culto secreto.

Infelizmente como acontece com todo mito e ícone cultural a maioria das pessoas ficam mais preocupadas com a sua imagem do que seus ensinamentos. Com Bruce não é diferente, muitos que se dizem fãs, conhecem os títulos dos seus filmes de cor, todas as frases ditas em seu documentário, como "Seja água", perdem tempo discutindo se ele foi o maior lutador do planeta ou quantos campeonatos participou de fato, ou se tinha ou não faixa preta, mas poucos realmente leram sua obra magnifica e revolucionária em termos de autodefesa ou realmente entenderam. Muitos se sentem ofendidos com bobagens como o filme do Quentin Tarantino que mostrava Bruce empatando em uma luta contra o personagem de Brad Pitt, no filme "Era uma vez em ... Hollywood", como se Lee fosse um deus a ser adorado. Posição esta que ele sempre deixou claro nunca querer, tanto que antes de sua morte quis que suas academias fossem fechadas e como dito acima em seu livro ele aconselha que após seu livro ser lido deve ser esquecido.  A prova da pouca compreensão ou procura pela realidade da filosofia de Bruce Lee é que é muito comum em academia de artes tradicionais chinesas ver o poster dele, quando na verdade em seu livro ele ironiza a todo momento tais artes e suas praticas que ele considerava ineficazes.



Então você que é sobrevivencialista e combatente urbano dedique um tempo em sua preparações e faça uma autoanalise em relação a sua pessoa, seu biotipo, o que pode melhorar, que deficiências deve se atentar e o que fazer para superar, assim você atingirá o objetivo de se fortalecer e montar sua autodefesa pessoal e como dizia Bruce se expressar de maneira honesta.



Obras Indicadas:





Lembre-se: O sobrevivencialista e combatente urbano faz seu próprio caminho, é o seu próprio mestre, não procure por um Mestre Yoda pra chamar de seu. Seja questionador, faça cursos em lugares credenciados com profissionais com experiência em área de segurança. Afinal autodefesa é um investimento para proteger a sua vida e daqueles que o cerca. Seja um ronin!!! Semper Fie!


Para saber mais sobre combate urbano clique aqui:


https://www.unimars.org/combate-extremo





Dúvidas? Sugestões? Deixem nos comentários. E nos ajude a lutar por uma internet livre onde possamos aprender e compartilhar conhecimento, sem restrição. 

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos


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