sexta-feira, 31 de julho de 2020

Por que o Batman é o melhor detetive do mundo?


Batman é considerado em seu universo como o maior detetive do mundo.  Com sua incrível capacidade de analisar cenas de crimes e acontecimento e através de pequenos indícios chegar a conclusões de diversos casos lhe rendeu este título. 

Nesta matéria  vamos conhecer os principais características que fazem de uma pessoa ter uma grande capacidade de raciocínio dedutivo como Batman.
 

Raciocínio Dedutivo

 
O método dedutivo é a modalidade de raciocínio lógico que faz uso da dedução para obter uma conclusão a respeito de determinadas premissas.Batman tem um raciocínio dedutivo altamente avançado que desenvolveu durante anos em sua jornada, com muito treinamento e estudo. As principais características que fazem parte de sua personalidade e são atribuições de um profissional investigativo são:


1. Instinto X emoção

O instinto nada mais é do que dar ouvido a nossos sentidos que muitas vezes conseguem captar nuances da realidade que racionalmente não conseguimos identificar. As vezes vemos uma pessoa e alguma coisa nos diz que ela é perigosa, apesar de não sabermos exatamente por que em um primeiro momento. Isso por que nossos ancestrais dependiam e muito do instinto para ficar vivo para poder identificar. Um cheiro, um pequeno movimento das folhas, poderia identificar um predador como um tigre dentes de sabre.

Então sempre dê ouvido a seus instintos, pois eles são mais rápidos do que nossos pensamentos, pois o raciocínio acerca de um fato se baseia de dados coletados, comparados e interpretados. As vezes um simples sorriso malicioso, ou forma de se expressar de alguem, ou um objeto pode nos transmitir rapidamente sobre a real natureza de uma pessoa, ou circunstancia.
 

2. Ser questionador

Nunca aceite nada como lhe é apresentado: Teorias, matérias, e todo tipo de informação sempre deve passear por uma pesquisa. Pessoas muitas vezes podem lhe passar informações distorcidas, as vezes por mau-caratismo e outras vezes mesmo sem querer, pois tiveram sua percepção alterada por forte emoção durante o evento, ou ainda deixou que crenças pessoais influenciassem no julgamento do que de fato aconteceu.


3. Ser Objetivo, controlar as próprias emoções

Assim como deve questionar as informações que são trazidas até você, deve-se também ter cuidado em se manter neutro em relação as próprias emoções. Muitas vezes crenças pessoais e nossos sentidos podem nos direcionar a interpretações equivocadas de fatos. isso por que trazemos em nosso subconsciente  a Heurística de representatividade  que é um mecanismo de tentar reconhecer um todo por pequenas evidencias. Por exemplo: Vemos uma pessoa dando esmola, podemos ter uma ideia que esta pessoa é generosa. Então devemos sempre analisar friamente os fatos, como um bom cientista o detetive deve sempre priorizar pela sua observação. 

Assim a objetividade e metodologia é fundamental para qualquer investigação. A cronologia tem que estar certa e a mecânica do que aconteceu tem que ser fundamentada... Seja realmente frio com relação a isso e estabeleça seus fatos.  

4. Mente aberta, tudo é possível

Como disse o celebre personagem Sherlock Holmes: Elimine o impossível, e o que restar, por mais improvável que pareça, deve ser. Tomar nada como garantido, não use atalhos mentais, nem tire conclusões rápidas também. Cada peça deve cair em seu devido lugar.


5. Curiosidade e atenção plena

Uma característica importante para um detetive é a curiosidade, que sempre fará o profissional ir atrás de informações novas, para aumentar o seu leque de conhecimento. A curiosidade é a vontade de conhecer e entender algo como um todo. Se você não tiver isso, não poderá se motivar a deduzir as coisas. Muitas vezes, a curiosidade é o catalisador das descobertas verdadeiramente importantes. Pois não basta apenas questionar, a busca por respostas é uma parte também importante.

E possuir uma atenção plena das coisas e fatos a seu redor vai lhe trazer e amarzenar informações que mais tarde lhe serão muito uteis e exclarecedoras para o caso analisado.


6. Capacidade de ler pessoas

Semelhante aos instintos, a capacidade de ler a linguagem corporal de uma pessoa é incrivelmente benéfica para os investigadores. Isso pode ajudá-los a identificar suspeitos e tirar conclusões sobre seus casos

7. Implacável

Dedicação ao trabalho e a teimosia de um bom detetive são imbatíveis, sempre tentar e não desistir na primeira tentativa fracassada.



Lembre-se:

A solução de problemas requer mais de um método. Toda idéia é possível até que se prove o contrário, pensar como um detetive é ser obcecado em resolver um problema.



Dúvidas? Sugestões? Deixem nos comentários. E nos ajude a lutar por uma internet livre onde possamos aprender e compartilhar conhecimento, sem restrição. 

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

Autodefesa: Seguindo os passos de Bruce Lee


Sem dúvida o astro Bruce Lee é um ícone da cultura pop, marcou o cinema nos anos 70 com seus filmes de artes marciais. Porém para a autodefesa o seu legado foi bem maior. Ele queria que as pessoas se libertassem dos paradigmas e  misticismo das artes marciais tradicionais e seguissem seus próprio caminho, desenvolvendo sua mente e seu corpo de forma independente, se tornando um mestre do seu próprio estilo

Nesta matéria vamos abordar a filosofia poderosa de autodefesa que Bruce Lee deixou deixar para o mundo mas poucos entenderam.


Esqueça o antigo, se expresse com honestidade

 
Bruce Lee desenvolveu a filosofia combativa o Jet Kune Do, (Chinês: 截拳道 Cantonês: Jitkyùndou Pinyin: Jiéquándào, lit. "O modo de se interceptar o punho"), como ele mesmo dizia é um nome que ele criou só para poder se referir a sua filosofia, pois ele não queria sistematizar ou criar nada, queria que cada um entendesse o que de fato é defesa pessoal e procurasse aquilo que valorizasse e desenvolvesse o seu perfil, uma vez que cada pessoa possui qualidades e limitações. Bruce Lee mesmo disse para um de seus alunos que perguntou como poderia ser como ele, que ele era míope, e já tinha sido muito franzino em sua juventude. Ou seja ele buscou formas que poderiam contornar suas limitações e desenvolver seus potenciais, musculação e diversas formas de luta, sem se importar em conseguir faixas pretas, mas apenas em ficar forte. Em sua filosofia ele propunha se você é gordo, magro, baixo ou possuí alguma limitação ou deficiência sempre deve buscar desenvolver sua própria autodefesa.
 
Bruce não teve como ser uma pessoa iludida em relação a violência urbana, pois desde cedo esteve em contato com ela, em confusões e brigas, então ele sempre soube na prática o que funciona e o que não funciona, apenas fantasia. Estudou diversos sistemas e aproveitou o que acreditava ser útil para montar seu sistema. Ele em sua filosofia sempre apontava os problemas das artes tradicionais, que se perderam no tempo, se preocupando com movimentos elaborados e bonitos e poucos funcionais. Ele apontou ainda a fragilidade de se prender a sistemas e títulos repetindo erros e se limitando o seu autodesenvolvimento. Se você é de tal sistema deve socar e chutar assim, se é de outro deve socar ou chutar de outra forma. Falando sobre isso Bruce disse uma vez o quanto isso é ridículo, pois se ainda se existisse um homem com seis braços e pernas poderia se criar novas formas de socar e chutar fora isso fisiologicamente e anatomicamente não muda nada, e ele ainda dizia: Ter mais medo de uma pessoa que treina um único golpe mil vezes do que alguém que treina mil formas diferentes de golpear.



Devido a sua ideia de mesclar sistemas de combates,alguns chegam a aponta-lo como o percursor da ideia das artes marciais mescladas (MMA), mas as contribuições de Bruce vão muito além disso. Ele queria trazer realidade e verdade para os praticantes de artes marciais, tanto que ele dizia que após ler o seu livro melhor coisa era joga-lo fora e esquece-lo, ou seja entenda a ideia e siga seu próprio caminho. Não seja enganado, e conduzido eternamente pelos "Mestres" que querem te controlar, como um tipo de culto secreto.

Infelizmente como acontece com todo mito e ícone cultural a maioria das pessoas ficam mais preocupadas com a sua imagem do que seus ensinamentos. Com Bruce não é diferente, muitos que se dizem fãs, conhecem os títulos dos seus filmes de cor, todas as frases ditas em seu documentário, como "Seja água", perdem tempo discutindo se ele foi o maior lutador do planeta ou quantos campeonatos participou de fato, ou se tinha ou não faixa preta, mas poucos realmente leram sua obra magnifica e revolucionária em termos de autodefesa ou realmente entenderam. Muitos se sentem ofendidos com bobagens como o filme do Quentin Tarantino que mostrava Bruce empatando em uma luta contra o personagem de Brad Pitt, no filme "Era uma vez em ... Hollywood", como se Lee fosse um deus a ser adorado. Posição esta que ele sempre deixou claro nunca querer, tanto que antes de sua morte quis que suas academias fossem fechadas e como dito acima em seu livro ele aconselha que após seu livro ser lido deve ser esquecido.  A prova da pouca compreensão ou procura pela realidade da filosofia de Bruce Lee é que é muito comum em academia de artes tradicionais chinesas ver o poster dele, quando na verdade em seu livro ele ironiza a todo momento tais artes e suas praticas que ele considerava ineficazes.



Então você que é sobrevivencialista e combatente urbano dedique um tempo em sua preparações e faça uma autoanalise em relação a sua pessoa, seu biotipo, o que pode melhorar, que deficiências deve se atentar e o que fazer para superar, assim você atingirá o objetivo de se fortalecer e montar sua autodefesa pessoal e como dizia Bruce se expressar de maneira honesta.



Obras Indicadas:





Lembre-se: O sobrevivencialista e combatente urbano faz seu próprio caminho, é o seu próprio mestre, não procure por um Mestre Yoda pra chamar de seu. Seja questionador, faça cursos em lugares credenciados com profissionais com experiência em área de segurança. Afinal autodefesa é um investimento para proteger a sua vida e daqueles que o cerca. Seja um ronin!!! Semper Fie!


Para saber mais sobre combate urbano clique aqui:


https://www.unimars.org/combate-extremo





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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos


Experiência de quase morte, o que é isso?


Existe consciência fora do corpo? Existe vida após a morte? A ciência conseguiu verificar algo sobre o tema? Você pode ficar surpreso com a resposta, mas sim. Obviamente ninguém voltou da morte para contar, mas a ciência trabalha com metodologia e procedimentos para analisar cada caso.

No caso da consciência fora do corpo, foram feitos milhares de estudo no mundo todo sobre o fenômeno EQM (experiência de quase morte). E estes estudos foram catalogados, analisados, tanto junto a pessoas que sofreram a experiência como as pessoas presentes no momento como equipe médica, funcionários do hospital e parentes.



O fantasma da Máquina 


As EQMs são registradas desde os tempos antigos. O mais antigo relatório médico conhecido de experiências de quase morte foi escrito por Pierre-Jean du Monchaux , médico militar francês do século 18 que descreveu esse caso em seu livro "Anedotas de Médecine". No século 19, alguns estudos foram além dos casos individuais - um realizado em particular pelos mórmons e outro na Suíça. Até 2005, sabe-se que 95% das culturas mundiais fizeram alguma menção às EQMs. O termo francês equivalente expérience de mort imminente (experiência de morte iminente) foi proposto pelo psicólogo e epistemólogo francês Victor Egger como resultado de discussões na década de 1890 entre filósofos e psicólogos sobre as histórias de escaladores da revisão panorâmica da vida durante quedas. 

Em 1892, Albert relatou uma série de observações subjetivas de trabalhadores que caíam de andaimes, soldados de guerra que sofreram ferimentos, alpinistas que caíram de altura ou outros indivíduos que chegaram perto da morte (perto de afogamentos, acidentes). Heim. Foi também a primeira vez que o fenômeno foi descrito como síndrome clínica.

Em 1968, Celia Green publicou uma análise de 400 relatos em primeira mão de experiências extracorpóreas. Isso representou a primeira tentativa de fornecer uma taxonomia de tais experiências, vistas simplesmente como experiências perceptivas anômalas ou alucinações. Em 1969, a psiquiatra suíço-americana e pioneira em estudos de quase-morte Elisabeth Kubler-Ross publicou seu livro inovador On Death and Dying: O que os moribundos têm para ensinar médicos, enfermeiros, clérigos e suas próprias famílias.Essas experiências também foram popularizadas pelo trabalho do psiquiatra Raymond Moody , que em 1975 cunhou o termo "experiência de quase morte" (EQM) como um termo genérico para os diferentes elementos (experiências extracorpóreas, a "revisão panorâmica da vida", a Luz, o túnel ou a fronteira). O termo "experiência de quase morte" já havia sido usado por John C. Lilly em 1972. 


Elementos comuns    
 
Os pesquisadores identificaram os elementos comuns que definem as experiências de quase morte. Bruce Greyson argumenta que as características gerais da experiência incluem impressões de estar fora do corpo físico, visões de parentes falecidos e figuras religiosas e transcendência de fronteiras egóticas e espaço-temporais. Muitos elementos comuns foram relatados, embora a interpretação desses eventos por parte da pessoa corresponda às crenças culturais , filosóficas ou religiosas da pessoa que os experimenta. Por exemplo, nos EUA, onde 46% da população acredita em anjos da guarda, eles frequentemente serão identificados como anjos ou entes queridos falecidos (ou não serão identificados), enquanto os hindus frequentemente os identificarão como mensageiros do deus da morte.

Os traços comuns que foram relatados pelas pessoas que passaram por uma EQM são os seguintes:

Uma sensação / consciência de estar morto;

Uma sensação de paz, bem-estar e indolência. Emoções positivas. Uma sensação de remoção do mundo;

Uma experiência extracorpórea. Uma percepção do corpo de uma posição externa, às vezes observando profissionais médicos realizando esforços de ressuscitação;

Uma "experiência de túnel" ou entrar na escuridão. Uma sensação de subir ou passar por uma passagem ou escada;

Um movimento rápido em direção e / ou imersão repentina em uma luz poderosa (ou "Ser de Luz") que se comunica com a pessoa;

Um intenso sentimento de amor e aceitação incondicionais;
 
Encontro "Seres de Luz", "Seres vestidos de branco" ou similar. Além disso, a possibilidade de se reunir com entes queridos falecidos;
 
Receber uma revisão de vida, comumente referido como "ver a vida de alguém diante dos olhos";

Aproximar-se de uma fronteira ou de uma decisão de si mesmo ou de outros para retornar ao corpo, geralmente acompanhado de uma relutância em retornar;

De repente, encontrando-se de volta ao corpo. 
Kenneth Ring (1980) subdividiu a EQM em um continuum de cinco estágios . As subdivisões foram:
  • Paz
  • Separação corporal
  • Entrando na escuridão
  • Vendo a luz
  • Entrando na luz

Charlotte Martial, neuropsicóloga da Universidade de Liège e Hospital Universitário de Liège, que liderou uma equipe que investigou 154 casos de EQM, concluiu que não há uma sequência fixa de eventos.



Depois dos efeitos      

As EQMs estão associadas a mudanças de personalidade e perspectivas de vida. Ring identificou um conjunto consistente de mudanças de valor e crença associadas a pessoas que tiveram uma experiência de quase morte. Entre essas mudanças, ele encontrou maior apreço pela vida, maior auto-estima, maior compaixão pelos outros, menos preocupação com a aquisição de riqueza material, maior senso de propósito e autoatendimento, desejo de aprender, espiritualidade elevada, maior sensibilidade ecológica e preocupação planetária e um sentimento de ser mais intuitivo. No entanto, nem todos os efeitos posteriores são benéficos e Greyson descreve circunstâncias em que mudanças de atitudes e comportamentos podem levar a problemas psicossociais e psicoespirituais.

As EQMs são registradas desde os tempos antigos. O mais antigo relatório médico conhecido de experiências de quase morte foi escrito por Pierre-Jean du Monchaux , médico militar francês do século 18 que descreveu esse caso em seu livro "Anedotas de Médecine". No século 19, alguns estudos foram além dos casos individuais - um realizado em particular pelos mórmons e outro na Suíça. Até 2005, sabe-se que 95% das culturas mundiais fizeram alguma menção às EQMs. 

No Brasil temos o ótimo trabalho do médico neurologista, o Dr. Edson Amancio  que cataloga casos de EQM juntamente com toda sua equipe seguindo critérios científicos e conseguindo resultados muito interessante. Quem quiser conhecer o trabalho pode entrar no seu canal no youtube: Afinal, o que somos nós?




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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Serial Killers: Mikhail Popkov, o Lobisomem de Angarsk


Mikhail Viktorovich Popkov ( russo : Михаи́л Ви́кторович Попко́в ; nascido em 7 de março de 1964) é um serial killer e estuprador russo que agrediu sexualmente e assassinou  78 mulheres entre 1992 e 2010 em Angarsk , Irkutsk e Vladivostok na Sibéria. Ele é conhecido como "O Lobisomem" e "Maníaco de Angarsk" pela natureza brutal de seus crimes.
 

Histórico

 
Um dos assassinos em série mais prolíficos da Rússia, Popkov foi condenado por 22 assassinatos em 2015 e confessou 59 outros homicídios três anos depois. Em 10 de dezembro de 2018, ele foi condenado por 56 dos 59 homicídios adicionais. Por três assassinatos, a polícia não conseguiu encontrar provas. Popkov recebeu uma segunda sentença de prisão perpétua. Houve pedidos para que Popkov fosse executado, mas isso não estava disponível, pois a pena de morte não é permitida na Rússia. Mikhail Popkov nasceu em Angarsk em 7 de março de 1964. Pouco se sabe sobre sua educação e vida pessoal, além de ser casado com Elena Popkova e ter uma filha chamada Ekaterina. Ele trabalhou como policial na região de Irkutsk e, na época de sua captura, já havia passado algum tempo como guarda de segurança na Angarsk Oil and Chemical Company, bem como em uma empresa privada.

Os crimes de Popkov foram motivados por suspeitas de que sua esposa havia cometido adultério. A polícia teorizou que os assassinatos começaram depois que Popkov encontrou dois preservativos usados ​​pertencentes a convidados que compareceram a uma reunião em sua casa. Popkov acusou erroneamente sua esposa de traí-lo, fazendo com que ele se vingasse contra as mulheres. Suas vítimas eram todas mulheres entre 16 e 40 anos, exceto um homem, um policial. As vítimas do sexo feminino eram prostitutas ou jovens embriagadas, pessoas que Popkov consideravam imorais. Em vários pontos entre 1992 e 2010 em Angarsk, Irkutsk e Vladivostok, uma distância de cerca de 3.900 km (2.423 milhas).  Popkov, vestido com seu uniforme de polícia, atraiu as vítimas com a promessa de uma carona e as agrediu sexualmente. Ele matou mulheres com diversos instrumentos, incluindo facas, machados, tacos de beisebol e chaves de fenda, e mutilou os corpos de maneira tão grotesca que a mídia russa atribuiu os crimes a "O Lobisomem" e o "maníaco de Angarsk". 

Vítimas de Popkov.

A polícia russa estava envolvida na busca de um criminoso, quando mulheres mortas foram descobertas em meados dos anos 90, mortas por métodos semelhantes. Apesar de extensas investigações e testemunhos de vítimas sobreviventes, Popkov iludiu a polícia por duas décadas. No entanto, os investigadores descobriram um padrão: faixas de um Lada 4 × 4, um veículo off-road usado pela polícia, foram encontradas em várias cenas de crime. Testes de DNA de 3.500 policiais atuais e antigos em Irkutsk em 2012 facilitaram a captura de Popkov no mesmo ano. Após sua prisão em junho de 2012, Popkov teria dito à polícia que perdeu a vontade de matar depois de ter contraído sífilis de uma de suas vítimas, deixando-o impotente. Os policiais dizem que ele parou de matar em 2000, quando foi atingido pela doença. Em janeiro de 2015, ele foi condenado à prisão perpétua por 22 assassinatos e duas tentativas de assassinato. 

Dois anos depois, Popkov confessou 59 assassinatos adicionais, uma contagem total de vítimas que supera a dos serial killers russos Andrei Chikatilo e Alexander Pichushkin. Em 10 de dezembro de 2018, após um julgamento no tribunal regional de Irkutsk, na Sibéria, ele foi condenado por mais 56 assassinatos; os outros três supostos assassinatos não puderam ser confirmados devido à falta de provas. Ele recebeu uma segunda sentença de prisão perpétua.

O número de vítimas de Popkov, passou o de outros dois assassinos em série mais prolíficos da Rússia: Andrei "Açougueiro de Rostov" Chikatilo, que matou 53 pessoas, e "Chessboard Killer" Alexander Pichushkin, que matou 49.

Apenas dois outros assassinos em série no mundo, os sul-americanos Pedro "O Monstro dos Andes" Lopez (mais de 300) e Luis "A Besta" Garavito (147) têm mais vítimas, informou a agência.

 

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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

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