quinta-feira, 25 de junho de 2020

Serial killers: Como eles caçam? O que os motivam?


Por quê, como e quando são perguntas comuns para qualquer profissional investigativo no desenvolvimento do seu trabalho, coletando dados e tentando montar um perfil do criminoso para lhe direcionar e solucionar o crime. Por isso é de grande importância entender como os assassinos em série caçam, quais as suas motivações.

Nesta matéria vamos conhecer as diferentes classificações dos serial killers de acordo com suas motivações e modus operandi.


O motivo é tudo

 
O motivo do crime, ou mais exatamente, a falta dele, é extremamente importante para a definição de um assassino como serial. As vítimas parecem ser escolhidas ao acaso e mortas sem nenhuma razão aparente. Raramente, o serial killer conhece sua vítima. Ela representa, na maioria dos casos, um símbolo. Na verdade, ele não procura uma gratificação no crime, apenas exercita seu poder e controle sobre outra pessoa, no caso, a vítima.

 
Os serial killers são divididos em quatro tipos:

a. VISIONÁRIO: é um indivíduo completamente insano, psicótico. Ouve vozes dentro de sua cabeça e as obedece. Pode também sofrer alucinações ou ter visões. O assassino Richard Chase é um exemplo. Ele acreditava que alienígenas nazistas o forçavam a cometer crimes.

Richard Chase
b. MISSIONÁRIO: socialmente não demonstra ser um psicótico, mas internamente tem a necessidade de “livrar” o mundo do que julga imoral ou indigno. Este tipo escolhe um certo grupo para matar, como prostitutas, homossexuais, etc. O terrorista em série Unabomber é um exemplo ele escolhia suas vítimas acreditando que estavam contribuindo para a degradação do planeta. 


Theodore Kaczynski
c. EMOTIVOS: matam por pura diversão. Dos quatro tipos estabelecidos, é o que realmente tem prazer de matar e utiliza requintes sádicos e cruéis. O assassino em série Ted Bundy se enquadra nesse subtipo.

Ted Bundy
d. LIBERTINOS: são os assassinos sexuais. Seu prazer será diretamente proporcional ao sofrimento da vítima sob tortura e a ação de torturar, mutilar e matar lhe traz prazer sexual. Canibais e necrófilos fazem parte deste grupo. O assassino Chikatilo faz parte desta categoria.

 Andrei Chikatilo
 
Serial killers também são divididos pelas categorias de “organizados” e “desorganizados”, geograficamente estáveis ou não. O denominador comum entre todos os tipos é o sadismo, desordem crônica e progressiva.


Ciclo do serial killer

Segundo o  Dr. Joel Norris, PhD em Psicologia, existem seis fases do ciclo do serial killer:

1. FASE ÁUREA: O assassino começa a perder a compreensão da realidade;
2. FASE DA PESCA: É a procura pela vítima vítima ideal;
3. FASE GALANTEADORA: Seduz ou engana sua vítima;
4. FASE DA CAPTURA: Quando a vítima cai na armadilha;
5. FASE DO ASSASSINATO OU TOTEM: auge da emoção para o assassino;
6. FASE DA DEPRESSÃO: Ocorre depois do assassinato.
Quando o assassino entra em depressão, engatilha novamente o início do processo, voltando para a Fase Áurea.


Vagabundo e viajante


A Psicologia Investigativa teve início em 1985, quando o psicólogo David Canter foi chamado pela Scotland Yard para discutir a possibilidade de integrar a investigação técnica com conceitos psicológicos. A diferença entre o método de David Canter e o do FBI é que, apesar de ambos serem baseados em dados estatísticos, Canter continuamente atualiza seus dados sobre a população transgressora em que baseia seu método. 

O psicólogo David Canter.

Canter também desenvolveu um modelo de comportamento de transgressores, conhecido como teoria circular. Dois modelos de transgressores conhecidos como “vagabundos” e “viajantes diários” foram desenvolvidos a partir dessa teoria. No modelo “vagabundo”  o agressor sai de casa num repente para cometer seu crime, em geral na sua vizinhança, enquanto no “viajante”  o transgressor viaja uma boa distância de sua casa antes de se engajar em uma atividade criminal.


O tipo "Vagabundo"  comete seu crime, em geral na sua vizinhança.



O tipo "Viajante”  viaja uma boa distância de sua casa antes de se engajar em uma atividade criminal.



Estes gráficos são apenas ilustrativos, uma vez que é impossível saber, antes de prendê-lo, em que categoria se enquadra. Estudos feitos com transgressores conhecidos demonstram que este padrão é sempre repetido, num caso ou noutro. Outro fato observado é que quanto maior o número de vítimas mais perto de casa o criminoso se livra do corpo, pois está cada vez mais confiante na sua não captura.




Obras indicadas:




Dúvidas? Sugestões? Deixem nos comentários. E nos ajude a lutar por uma internet livre onde possamos aprender e compartilhar conhecimento, sem restrição. 

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos


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