quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Estudo indica que seu vilão favorito pode revelar o seu verdadeiro eu

 


Você já se identificou  ou admirou algum vilão da ficção?  Calma, não há nada errado com você e a ciência explica. A cultura pop no cinema, séries de TV, desenhos, livros,  quadrinhos, games nos trazem uma infinidade de vilões diferentes, com seus estilos, formas de pensar e agir. Os vilões representam o nosso arquétipo sombra, aspectos positivos e negativos que muitas vezes não temos coragem de expor em público, mas nossos queridos personagem o fazem tão bem e com sucesso. 

A sofisticação intelectual de Hannibal Lecter, a força de comando de Darth Vader, a força e a agressividade do Duende Verde, a mente lógica e fria de Thanos, a mente anárquica contra o sistema do Coringa,  ou ainda divertido e furtivo como Loki. Como veremos a seguir foi publicado  na revista Psychological Scienceum um estudo que  explica a nossa fascinação pelos personagens malignos.

 

Nosso lado Sombrio no espelho


Segundo a pesquisa publicada pela revista científica americana  Psychological Scienceum a atração por versões potencialmente mais sombrias de nós na ficção ocorre mesmo que tenhamos repulsa por indivíduos do mundo real que têm comportamentos igualmente imorais ou instáveis. Uma razão para essa mudança, a pesquisa indica, é que a ficção age como uma rede de segurança cognitiva, permitindo que nos identifiquemos com personagens vilões sem manchar nossa autoimagem. Você pode se imaginar sendo feroz e brutal como o vilão Carnificina do filme "Venom", mas com certeza não associaria sua imagem ao serial killer Ted Bundy da vida real, você poderia gostar da força e fome de poder de vilões como Thanos e Doutor Destino, ou o Rei do Crime da Marvel, porém sem dúvida não procuraria aspectos positivos em figuras da história real como Hitler ou Stalin por exemplo. Isso por que precisamos proteger o nosso eu, então buscamos a nossa sombra em elementos que não são socialmente censurareis, pois não existem. 

Neste estudo foi utilizado um conjunto de dados proprietários em grande escala de uma empresa com mais de 232.000 usuários registrados, demonstrando que as pessoas têm preferência por vilões – indivíduos inequivocamente negativos – que são semelhantes a si mesmos, o que sugere que as pessoas são atraídas por tais comparações na vida cotidiana. Cinco experimentos de laboratório subsequentes (N = 1.685) demonstrou quando e por que a semelhança resulta em atração – em vez de repulsão – de outros negativos.


A pesquisadora Rebecca Krause discutindo sua pesquisa sobre vilões fictícios fez a seguinte afirmação:  

“Nossa pesquisa sugere que histórias e mundos fictícios podem oferecer um 'porto seguro' para comparação com um personagem vilão que nos lembra de nós mesmos”, disse Rebecca Krause principal autora do artigo. “Quando as pessoas se sentem protegidas pelo véu da ficção, podem mostrar maior interesse em aprender sobre personagens sombrios e sinistros que se assemelham a eles.”

Os acadêmicos há muito sugerem que as pessoas se afastam de outras que são semelhantes a si mesmas em muitos aspectos, mas que possuem características negativas, como detestável, instabilidade e traição. Características anti-sociais em alguém com qualidades semelhantes, segundo o pensamento, podem ser uma ameaça à imagem que uma pessoa tem de si mesma.  Os pesquisadores acreditam que as semelhanças com os vilões da história não ameaçam o eu da maneira que os vilões da vida real fariam. 

 


“As pessoas querem se ver de uma forma positiva”, observou Krause. “Encontrar semelhanças entre si mesmo e uma pessoa má pode ser desconfortável.” Em contraste, Krause e seu coautor e conselheiro Derek Rucker acham que colocar a pessoa má em um contexto ficcional pode remover esse desconforto e até reverter essa preferência. Em essência, essa separação da realidade atenua sentimentos indesejáveis ​​e desconfortáveis.

“Quando você não está mais desconfortável com a comparação, parece haver algo atraente e sedutor em ter semelhanças com um vilão”, explicou Rucker.

 “Por exemplo, as pessoas que se vêem como traiçoeiras e caóticas podem se sentir especialmente atraídas pelo personagem do Coringa nos filmes do Batman, enquanto uma pessoa que compartilha o intelecto e a ambição de Lord Voldemort pode se sentir mais atraída por esse personagem da série Harry Potter. ", disse Krause. 

Para testar essa ideia, os pesquisadores analisaram dados do site CharacTour, uma plataforma de entretenimento online focada em personagens que tinha aproximadamente 232.500 usuários cadastrados no momento da análise. Um dos recursos do site permite que os usuários façam um teste de personalidade e vejam sua semelhança com diferentes personagens que foram codificados como vilões ou não. Os vilões incluíam personagens como Malévola, Coringa e Darth Vader. Os não-vilões incluíam Sherlock Holmes, Joey Tribbiani e Yoda. 

Os dados anônimos desses questionários permitiram aos pesquisadores testar se as pessoas eram atraídas ou repelidas por vilões semelhantes, usando não vilões como linha de base. Não surpreendentemente, as pessoas foram atraídas por personagens não-vilões à medida que sua semelhança aumentava. No entanto, os resultados sugeriram ainda que os usuários eram mais atraídos por vilões que compartilham semelhanças com eles.

“Dada a descoberta comum de que as pessoas se sentem desconfortáveis ​​e tendem a evitar pessoas semelhantes a elas e ruins de alguma forma, o fato de as pessoas preferirem vilões semelhantes a vilões diferentes foi surpreendente para nós”, observou Rucker. “Honestamente, indo para a pesquisa, nós dois estávamos cientes da possibilidade de encontrarmos o oposto.” 

Os dados atuais não identificam quais comportamentos ou características os participantes acharam atraentes. De acordo com os pesquisadores mais pesquisas são necessárias para explorar a atração psicológica dos vilões e se as pessoas são atraídas por vilões semelhantes na ficção porque as pessoas procuram chances de explorar seu próprio lado sombrio pessoal. 

“Talvez a ficção forneça uma maneira de se envolver com os aspectos sombrios de sua personalidade sem fazer você questionar se você é uma boa pessoa em geral”, concluiu Krause.

E você? Com qual vilão você se identifica e por quê? Deixe nos comentários.

  


Dúvidas? sugestões? Deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. E não esqueçam de clicar em um dos anúncios para nos ajudar a continuarmos com nosso trabalho. Muito obrigado.

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos



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Sobreviva a tudo e a todos. Seja o seu próprio Mestre. Autodefesa levada à sério.



 

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Ebook: Freud e os Serial Killers - Perfil Criminal e a Psicanálise

 


Nós da UniMARS gostaríamos de agradecer a todos que acompanham o nosso trabalho por tornar possível o lançamento de mais esta obra Ebook: Freud e os Serial Killers - Perfil Criminal e a psicanálise, está é mais uma nova obra que trazemos até vocês combatentes urbanos, e aqueles que tem curiosidade sobre criminalística e psicologia forense. Basta clicar na imagem abaixo e faça download do nosso ebook ou leia online.
 
 
 
 
 

Ou adquira a versão física clicando aqui.
 
 

Por que escrevi este livro?

Meu Nome é Marcos Antônio, muitos me conhecem como Marsurvivor devido a artigos e vídeos que publiquei sobre segurança, criminalística e sobrevivencialismo urbano. Me formei em Direito e me pós-graduei em Direito Penal, Processo Penal, Direito Civil, Processo Civil, Psicologia Forense e Investigação Criminal. Fiz pesquisas junto a presídios durante oito anos, e pude observar que dentre a população carcerária comum formada por homens que cometeram crimes contra o patrimônio alheio, tráfico ou crimes de menor potencial ofensivo, existiam também aqueles que possuíam uma mente predatória. Indivíduos que cometiam crimes bárbaros pelo puro prazer de fazer mal a outra pessoa, ficando felizes em mutilar e matar seus semelhantes. Esses são o que conhecemos vulgarmente como psicopatas.

Com o passar dos anos me adentrei a estudos mais aprofundados, procurando áreas como psicanálise e psicologia, e o resultado é está obra que trouxe até vocês. O que faz uma pessoa se tornar um serial killer? Aqui utilizei o ponto de vista da psicanálise para explicar o desenvolvimento e formação de tal personalidade perversa. Existem verdades que a mídia não mostra, e a maioria da população prefere fingir que não existem, como uma forma de manter uma certa paz interior. Pois é muito inquietante saber que existem seres humanos com perfil predatório entre nós, contudo este não é um fenômeno moderno, a negação da existência destas criaturas como verão na presente obra é muito antigo. Na idade Média os seres humanos preferiam acreditar na existência de monstros como lobisomens, vampiros, bruxas, entre outros, do que nestes homens conhecidos hoje como serial killers. Monstros existem e estão no meio de nós, leia este livro e vislumbre esta realidade.


Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

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