quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Mania de perseguição, o que é isso?


Você já deve ter visto ou ouvido falar de pessoas que passam a vida imaginando que outras pessoas estão querendo prejudica-la, sendo uma constante vítima de perseguição. Fenômeno conhecido clinicamente como delírio persecutório. De maneira leve este transtorno pode passar despercebido pelas pessoas a volta, que pensam que a pessoa está apenas com uma preocupação sem importância e passageira, porém a realidade é bem pior. 

Nesta matéria vamos entender melhor como funciona este transtorno, suas características e possíveis tratamentos.



Moinhos de vento

No filme "O Operário", o personagem de Christian Bale acredita que seus colegas de trabalho estão montando uma grande conspiração contra ele.

Existem pessoas que vivem uma fantasia mental que dariam roteiros fantásticos em grandes produções de Hollywood. Todos lugares que vão observam situações e pessoas que alimentam sua fantasia. Já vi pessoas chegarem em delegacias com pastas lotadas de fotos de pessoas que estavam na rua ou no mesmo ônibus e descreverem narrativas simplesmente fantásticas, sobre estar sendo perseguidas por organizações assassinas e etc. Outras ainda que foram vítimas de transplante de órgãos, apesar de não ter qualquer cicatriz no corpo, ou terem sido abduzidas por ETs.

O transtorno delirante caracteriza-se por convicções falsas firmemente mantidas (delírios) que persistem por no mínimo um mês, sem outros sintomas da psicose. Se diferencia da esquizofrenia pela existência de delírios sem nenhum outro sintoma de psicose (p. ex., alucinações, desorganização da fala e do comportamento e/ou sintomas negativos). Os delírios podem ser

   Não bizarros: envolvem situações que poderiam acontecer, tais como ser seguido, envenenado, infectado, amado a distância ou enganado pelo cônjuge ou amante.

      Bizarro: envolvem situações implausíveis como acreditar que alguém removeu os órgãos internos sem deixar cicatriz.

Em contraste com a esquizofrenia, o transtorno delirante é relativamente incomum. O início geralmente é involucional, ocorrendo na metade ou no final da vida adulta. O funcionamento psicossocial não é tão prejudicado, como no caso da esquizofrenia, e os prejuízos surgem, em geral, diretamente da crença delirante.

Quando o transtorno delirante acontece em pacientes com mais idade, é algumas vezes chamado de parafrenia. Pode coexistir com demência leve. O médico deve ser cuidadoso para distinguir delírios de abusos de idoso anteriores relatados por paciente idoso levemente demenciado.

Sinais e sintomas

O transtorno delirante pode surgir no contexto de um transtorno de personalidade paranoide preexistente. Em tais pessoas, a desconfiança disseminada e a suspeita de outras pessoas e de suas motivações começam no início da idade adulta e se estendem por toda a vida.

Os sintomas iniciais podem incluir sensação de estar sendo explorado, preocupação com a lealdade ou a fidedignidade de amigos, tendência a ler significados ameaçadores em observações ou eventos benignos, propensão persistente a ressentimentos e facilidade de responder a descortesias percebidas.

O comportamento dos pacientes não é obviamente bizarro ou estranho, e além das possíveis consequências dos seus delírios (p. ex., isolamento ou estigmatização social, dificuldades conjugais ou de trabalho), a capacidade de funcionamento dos pacientes não é acentuadamente prejudicada.

Avaliação clínica

O diagnóstico depende predominantemente da avaliação clínica, obtenção da anamnese completa e exclusão de outras doenças específicas associadas a delírios (p. ex., uso de substâncias químicas, doença de Alzheimer, epilepsia, transtorno obsessivo-compulsivo, delirium ou outros transtornos do espectro da esquizofrenia).

A avaliação da periculosidade, especialmente da extensão em que o paciente está disposto a agir com base em seu delírio, é bastante importante. O transtorno delirante não ocasiona geralmente prejuízos ou mudanças graves na personalidade, mas as preocupações delirantes podem progredir gradualmente. A maioria dos pacientes pode continuar trabalhando desde que sua função não envolva nada relacionado com seus delírios.

Observação: O grande problema no tratamento deste  tipo de transtorno é a dificuldade destas pessoas terem uma percepção real de que estão com problemas  e precisam de ajuda.


Obras Indicadas:

Filme: 







Dúvidas? Sugestões? Deixem nos comentários. E nos ajude a lutar por uma internet livre onde possamos aprender e compartilhar conhecimento, sem restrição. 

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos


 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Por que o Batman é o melhor detetive do mundo?


Batman é considerado em seu universo como o maior detetive do mundo.  Com sua incrível capacidade de analisar cenas de crimes e acontecimento e através de pequenos indícios chegar a conclusões de diversos casos lhe rendeu este título. 

Nesta matéria  vamos conhecer os principais características que fazem de uma pessoa ter uma grande capacidade de raciocínio dedutivo como Batman.
 

Raciocínio Dedutivo

 
O método dedutivo é a modalidade de raciocínio lógico que faz uso da dedução para obter uma conclusão a respeito de determinadas premissas.Batman tem um raciocínio dedutivo altamente avançado que desenvolveu durante anos em sua jornada, com muito treinamento e estudo. As principais características que fazem parte de sua personalidade e são atribuições de um profissional investigativo são:


1. Instinto X emoção

O instinto nada mais é do que dar ouvido a nossos sentidos que muitas vezes conseguem captar nuances da realidade que racionalmente não conseguimos identificar. As vezes vemos uma pessoa e alguma coisa nos diz que ela é perigosa, apesar de não sabermos exatamente por que em um primeiro momento. Isso por que nossos ancestrais dependiam e muito do instinto para ficar vivo para poder identificar. Um cheiro, um pequeno movimento das folhas, poderia identificar um predador como um tigre dentes de sabre.

Então sempre dê ouvido a seus instintos, pois eles são mais rápidos do que nossos pensamentos, pois o raciocínio acerca de um fato se baseia de dados coletados, comparados e interpretados. As vezes um simples sorriso malicioso, ou forma de se expressar de alguem, ou um objeto pode nos transmitir rapidamente sobre a real natureza de uma pessoa, ou circunstancia.
 

2. Ser questionador

Nunca aceite nada como lhe é apresentado: Teorias, matérias, e todo tipo de informação sempre deve passear por uma pesquisa. Pessoas muitas vezes podem lhe passar informações distorcidas, as vezes por mau-caratismo e outras vezes mesmo sem querer, pois tiveram sua percepção alterada por forte emoção durante o evento, ou ainda deixou que crenças pessoais influenciassem no julgamento do que de fato aconteceu.


3. Ser Objetivo, controlar as próprias emoções

Assim como deve questionar as informações que são trazidas até você, deve-se também ter cuidado em se manter neutro em relação as próprias emoções. Muitas vezes crenças pessoais e nossos sentidos podem nos direcionar a interpretações equivocadas de fatos. isso por que trazemos em nosso subconsciente  a Heurística de representatividade  que é um mecanismo de tentar reconhecer um todo por pequenas evidencias. Por exemplo: Vemos uma pessoa dando esmola, podemos ter uma ideia que esta pessoa é generosa. Então devemos sempre analisar friamente os fatos, como um bom cientista o detetive deve sempre priorizar pela sua observação. 

Assim a objetividade e metodologia é fundamental para qualquer investigação. A cronologia tem que estar certa e a mecânica do que aconteceu tem que ser fundamentada... Seja realmente frio com relação a isso e estabeleça seus fatos.  

4. Mente aberta, tudo é possível

Como disse o celebre personagem Sherlock Holmes: Elimine o impossível, e o que restar, por mais improvável que pareça, deve ser. Tomar nada como garantido, não use atalhos mentais, nem tire conclusões rápidas também. Cada peça deve cair em seu devido lugar.


5. Curiosidade e atenção plena

Uma característica importante para um detetive é a curiosidade, que sempre fará o profissional ir atrás de informações novas, para aumentar o seu leque de conhecimento. A curiosidade é a vontade de conhecer e entender algo como um todo. Se você não tiver isso, não poderá se motivar a deduzir as coisas. Muitas vezes, a curiosidade é o catalisador das descobertas verdadeiramente importantes. Pois não basta apenas questionar, a busca por respostas é uma parte também importante.

E possuir uma atenção plena das coisas e fatos a seu redor vai lhe trazer e amarzenar informações que mais tarde lhe serão muito uteis e exclarecedoras para o caso analisado.


6. Capacidade de ler pessoas

Semelhante aos instintos, a capacidade de ler a linguagem corporal de uma pessoa é incrivelmente benéfica para os investigadores. Isso pode ajudá-los a identificar suspeitos e tirar conclusões sobre seus casos

7. Implacável

Dedicação ao trabalho e a teimosia de um bom detetive são imbatíveis, sempre tentar e não desistir na primeira tentativa fracassada.



Lembre-se:

A solução de problemas requer mais de um método. Toda idéia é possível até que se prove o contrário, pensar como um detetive é ser obcecado em resolver um problema.



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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

Autodefesa: Seguindo os passos de Bruce Lee


Sem dúvida o astro Bruce Lee é um ícone da cultura pop, marcou o cinema nos anos 70 com seus filmes de artes marciais. Porém para a autodefesa o seu legado foi bem maior. Ele queria que as pessoas se libertassem dos paradigmas e  misticismo das artes marciais tradicionais e seguissem seus próprio caminho, desenvolvendo sua mente e seu corpo de forma independente, se tornando um mestre do seu próprio estilo

Nesta matéria vamos abordar a filosofia poderosa de autodefesa que Bruce Lee deixou deixar para o mundo mas poucos entenderam.


Esqueça o antigo, se expresse com honestidade

 
Bruce Lee desenvolveu a filosofia combativa o Jet Kune Do, (Chinês: 截拳道 Cantonês: Jitkyùndou Pinyin: Jiéquándào, lit. "O modo de se interceptar o punho"), como ele mesmo dizia é um nome que ele criou só para poder se referir a sua filosofia, pois ele não queria sistematizar ou criar nada, queria que cada um entendesse o que de fato é defesa pessoal e procurasse aquilo que valorizasse e desenvolvesse o seu perfil, uma vez que cada pessoa possui qualidades e limitações. Bruce Lee mesmo disse para um de seus alunos que perguntou como poderia ser como ele, que ele era míope, e já tinha sido muito franzino em sua juventude. Ou seja ele buscou formas que poderiam contornar suas limitações e desenvolver seus potenciais, musculação e diversas formas de luta, sem se importar em conseguir faixas pretas, mas apenas em ficar forte. Em sua filosofia ele propunha se você é gordo, magro, baixo ou possuí alguma limitação ou deficiência sempre deve buscar desenvolver sua própria autodefesa.
 
Bruce não teve como ser uma pessoa iludida em relação a violência urbana, pois desde cedo esteve em contato com ela, em confusões e brigas, então ele sempre soube na prática o que funciona e o que não funciona, apenas fantasia. Estudou diversos sistemas e aproveitou o que acreditava ser útil para montar seu sistema. Ele em sua filosofia sempre apontava os problemas das artes tradicionais, que se perderam no tempo, se preocupando com movimentos elaborados e bonitos e poucos funcionais. Ele apontou ainda a fragilidade de se prender a sistemas e títulos repetindo erros e se limitando o seu autodesenvolvimento. Se você é de tal sistema deve socar e chutar assim, se é de outro deve socar ou chutar de outra forma. Falando sobre isso Bruce disse uma vez o quanto isso é ridículo, pois se ainda se existisse um homem com seis braços e pernas poderia se criar novas formas de socar e chutar fora isso fisiologicamente e anatomicamente não muda nada, e ele ainda dizia: Ter mais medo de uma pessoa que treina um único golpe mil vezes do que alguém que treina mil formas diferentes de golpear.



Devido a sua ideia de mesclar sistemas de combates,alguns chegam a aponta-lo como o percursor da ideia das artes marciais mescladas (MMA), mas as contribuições de Bruce vão muito além disso. Ele queria trazer realidade e verdade para os praticantes de artes marciais, tanto que ele dizia que após ler o seu livro melhor coisa era joga-lo fora e esquece-lo, ou seja entenda a ideia e siga seu próprio caminho. Não seja enganado, e conduzido eternamente pelos "Mestres" que querem te controlar, como um tipo de culto secreto.

Infelizmente como acontece com todo mito e ícone cultural a maioria das pessoas ficam mais preocupadas com a sua imagem do que seus ensinamentos. Com Bruce não é diferente, muitos que se dizem fãs, conhecem os títulos dos seus filmes de cor, todas as frases ditas em seu documentário, como "Seja água", perdem tempo discutindo se ele foi o maior lutador do planeta ou quantos campeonatos participou de fato, ou se tinha ou não faixa preta, mas poucos realmente leram sua obra magnifica e revolucionária em termos de autodefesa ou realmente entenderam. Muitos se sentem ofendidos com bobagens como o filme do Quentin Tarantino que mostrava Bruce empatando em uma luta contra o personagem de Brad Pitt, no filme "Era uma vez em ... Hollywood", como se Lee fosse um deus a ser adorado. Posição esta que ele sempre deixou claro nunca querer, tanto que antes de sua morte quis que suas academias fossem fechadas e como dito acima em seu livro ele aconselha que após seu livro ser lido deve ser esquecido.  A prova da pouca compreensão ou procura pela realidade da filosofia de Bruce Lee é que é muito comum em academia de artes tradicionais chinesas ver o poster dele, quando na verdade em seu livro ele ironiza a todo momento tais artes e suas praticas que ele considerava ineficazes.



Então você que é sobrevivencialista e combatente urbano dedique um tempo em sua preparações e faça uma autoanalise em relação a sua pessoa, seu biotipo, o que pode melhorar, que deficiências deve se atentar e o que fazer para superar, assim você atingirá o objetivo de se fortalecer e montar sua autodefesa pessoal e como dizia Bruce se expressar de maneira honesta.



Obras Indicadas:





Lembre-se: O sobrevivencialista e combatente urbano faz seu próprio caminho, é o seu próprio mestre, não procure por um Mestre Yoda pra chamar de seu. Seja questionador, faça cursos em lugares credenciados com profissionais com experiência em área de segurança. Afinal autodefesa é um investimento para proteger a sua vida e daqueles que o cerca. Seja um ronin!!! Semper Fie!


Para saber mais sobre combate urbano clique aqui:


https://www.unimars.org/combate-extremo





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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos


Experiência de quase morte, o que é isso?


Existe consciência fora do corpo? Existe vida após a morte? A ciência conseguiu verificar algo sobre o tema? Você pode ficar surpreso com a resposta, mas sim. Obviamente ninguém voltou da morte para contar, mas a ciência trabalha com metodologia e procedimentos para analisar cada caso.

No caso da consciência fora do corpo, foram feitos milhares de estudo no mundo todo sobre o fenômeno EQM (experiência de quase morte). E estes estudos foram catalogados, analisados, tanto junto a pessoas que sofreram a experiência como as pessoas presentes no momento como equipe médica, funcionários do hospital e parentes.



O fantasma da Máquina 


As EQMs são registradas desde os tempos antigos. O mais antigo relatório médico conhecido de experiências de quase morte foi escrito por Pierre-Jean du Monchaux , médico militar francês do século 18 que descreveu esse caso em seu livro "Anedotas de Médecine". No século 19, alguns estudos foram além dos casos individuais - um realizado em particular pelos mórmons e outro na Suíça. Até 2005, sabe-se que 95% das culturas mundiais fizeram alguma menção às EQMs. O termo francês equivalente expérience de mort imminente (experiência de morte iminente) foi proposto pelo psicólogo e epistemólogo francês Victor Egger como resultado de discussões na década de 1890 entre filósofos e psicólogos sobre as histórias de escaladores da revisão panorâmica da vida durante quedas. 

Em 1892, Albert relatou uma série de observações subjetivas de trabalhadores que caíam de andaimes, soldados de guerra que sofreram ferimentos, alpinistas que caíram de altura ou outros indivíduos que chegaram perto da morte (perto de afogamentos, acidentes). Heim. Foi também a primeira vez que o fenômeno foi descrito como síndrome clínica.

Em 1968, Celia Green publicou uma análise de 400 relatos em primeira mão de experiências extracorpóreas. Isso representou a primeira tentativa de fornecer uma taxonomia de tais experiências, vistas simplesmente como experiências perceptivas anômalas ou alucinações. Em 1969, a psiquiatra suíço-americana e pioneira em estudos de quase-morte Elisabeth Kubler-Ross publicou seu livro inovador On Death and Dying: O que os moribundos têm para ensinar médicos, enfermeiros, clérigos e suas próprias famílias.Essas experiências também foram popularizadas pelo trabalho do psiquiatra Raymond Moody , que em 1975 cunhou o termo "experiência de quase morte" (EQM) como um termo genérico para os diferentes elementos (experiências extracorpóreas, a "revisão panorâmica da vida", a Luz, o túnel ou a fronteira). O termo "experiência de quase morte" já havia sido usado por John C. Lilly em 1972. 


Elementos comuns    
 
Os pesquisadores identificaram os elementos comuns que definem as experiências de quase morte. Bruce Greyson argumenta que as características gerais da experiência incluem impressões de estar fora do corpo físico, visões de parentes falecidos e figuras religiosas e transcendência de fronteiras egóticas e espaço-temporais. Muitos elementos comuns foram relatados, embora a interpretação desses eventos por parte da pessoa corresponda às crenças culturais , filosóficas ou religiosas da pessoa que os experimenta. Por exemplo, nos EUA, onde 46% da população acredita em anjos da guarda, eles frequentemente serão identificados como anjos ou entes queridos falecidos (ou não serão identificados), enquanto os hindus frequentemente os identificarão como mensageiros do deus da morte.

Os traços comuns que foram relatados pelas pessoas que passaram por uma EQM são os seguintes:

Uma sensação / consciência de estar morto;

Uma sensação de paz, bem-estar e indolência. Emoções positivas. Uma sensação de remoção do mundo;

Uma experiência extracorpórea. Uma percepção do corpo de uma posição externa, às vezes observando profissionais médicos realizando esforços de ressuscitação;

Uma "experiência de túnel" ou entrar na escuridão. Uma sensação de subir ou passar por uma passagem ou escada;

Um movimento rápido em direção e / ou imersão repentina em uma luz poderosa (ou "Ser de Luz") que se comunica com a pessoa;

Um intenso sentimento de amor e aceitação incondicionais;
 
Encontro "Seres de Luz", "Seres vestidos de branco" ou similar. Além disso, a possibilidade de se reunir com entes queridos falecidos;
 
Receber uma revisão de vida, comumente referido como "ver a vida de alguém diante dos olhos";

Aproximar-se de uma fronteira ou de uma decisão de si mesmo ou de outros para retornar ao corpo, geralmente acompanhado de uma relutância em retornar;

De repente, encontrando-se de volta ao corpo. 
Kenneth Ring (1980) subdividiu a EQM em um continuum de cinco estágios . As subdivisões foram:
  • Paz
  • Separação corporal
  • Entrando na escuridão
  • Vendo a luz
  • Entrando na luz

Charlotte Martial, neuropsicóloga da Universidade de Liège e Hospital Universitário de Liège, que liderou uma equipe que investigou 154 casos de EQM, concluiu que não há uma sequência fixa de eventos.



Depois dos efeitos      

As EQMs estão associadas a mudanças de personalidade e perspectivas de vida. Ring identificou um conjunto consistente de mudanças de valor e crença associadas a pessoas que tiveram uma experiência de quase morte. Entre essas mudanças, ele encontrou maior apreço pela vida, maior auto-estima, maior compaixão pelos outros, menos preocupação com a aquisição de riqueza material, maior senso de propósito e autoatendimento, desejo de aprender, espiritualidade elevada, maior sensibilidade ecológica e preocupação planetária e um sentimento de ser mais intuitivo. No entanto, nem todos os efeitos posteriores são benéficos e Greyson descreve circunstâncias em que mudanças de atitudes e comportamentos podem levar a problemas psicossociais e psicoespirituais.

As EQMs são registradas desde os tempos antigos. O mais antigo relatório médico conhecido de experiências de quase morte foi escrito por Pierre-Jean du Monchaux , médico militar francês do século 18 que descreveu esse caso em seu livro "Anedotas de Médecine". No século 19, alguns estudos foram além dos casos individuais - um realizado em particular pelos mórmons e outro na Suíça. Até 2005, sabe-se que 95% das culturas mundiais fizeram alguma menção às EQMs. 

No Brasil temos o ótimo trabalho do médico neurologista, o Dr. Edson Amancio  que cataloga casos de EQM juntamente com toda sua equipe seguindo critérios científicos e conseguindo resultados muito interessante. Quem quiser conhecer o trabalho pode entrar no seu canal no youtube: Afinal, o que somos nós?




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Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

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